Futebol

Não! Ainda não superamos. (Pelo menos, eu não).

Quase 4 anos já se passaram, deu tempo para digerir, a seleção brasileira se reinventou, está trabalhando sério com um técnico competente… Que venha a Copa de 2018! No entanto, o 7X1 foi o assunto mais falado antes da bola rolar no amistoso entre Brasil X Alemanha: Ninguém aguenta mais esse assunto. Chega! Passou!
Corta para:
Terça-feira, dia 27/03/2018 – Amistoso Brasil X Alemanha. 15:45, horário de Brasília. Os hinos tocam, os jogadores brasileiros não choram (ainda bem), cumprimentam-se e o juiz apita o início de jogo. Estou super tranquila… Só que não. Meu coração dispara, não consigo nem respirar. O 7X1 está lá totalmente, não digerido, no meu estômago, apertando a minha garganta, sufocando meu peito. O que aconteceu no Mineirão no jogo Brasil X Alemanha em 2014 foi uma tragédia. Marcou uma geração e não! Não foi superado. Acho que é preciso muito tempo, muitos jogos, muitos BrasisX Alemanhas…Muita água tem que rolar para o 7X1 virar apenas uma história mítica do futebol, daquelas longínquas, como o *Maracanazo de 50 é para mim. Enquanto isso, será sempre um grande coração na mão entrar em campo contra a Alemanha.
No momento que acabei de escrever isso, saiu o primeiro gol do jogo. É do Brasil! Chorei. Dramática eu?
*Maracanaço (em espanhol: Maracanazo) é o termo usado em referência à partida que decidiu a Copa do Mundo de Futebol de 1950 a favor da Seleção Uruguaia de Futebol, deixando desolados os brasileiros. A partida ocorreu no estádio do Maracanã, e é considerada um dos maiores reveses da história do futebol.
Filmes e Séries

Bye bye, Mr. OSCAR. Foi muito bom estar com você.

francesPra muita gente, o Oscar é uma patacuada comercial e ridícula. Pra mim, o Oscar é aquele sonho de infância. Já fiz até discurso de agradecimento com uma escova na mão. E, em frente ao espelho, me prometi que ia ganhar um Oscar um dia. Bom, enquanto isso não acontece, eu me divirto com a festa do jeito que posso. Antes do evento, vejo todos os filmes. Além de amar cinema, os roteiros e cenas viram material de estudo e trabalho pra mim. E tem a festa, né? A nossa é sem longo e tapete vermelho, mas tem humor, amor, cerveja e bolão.
A gente assiste a cerimônia fazendo comentários variados sobre vestidos, filmes, prêmios e discursos. E torce, torce muito pra ganhar um  bolão que não vale dinheirooo! Mas o divertido é participar mesmo!
Num Oscar onde a inclusão foi o centro dos assuntos e discursos, o que deu o tom fora de Los Angeles foi o bom humor de várias pessoas que também adoram a festa e fizeram comentários ao vivo pelas redes sociais.
O nosso humilde bolão realizado pelo nosso site, viabilizado por Felipe Saboya, foi um sucesso no quesito entretenimento. Durante a festa, o Rafa Braga acompanhava e ia dando as parciais do ranking.

Na última categoria, o Rick acertou, passou o André e ganhoooou…. uma linda caneca do Ninguém Perguntou Mas eu vou falar. E todos nós tiramos a nossa casquinha da festa hollywoodiana.

E aqui seguem pitacos sobre os premios:

Melhor discurso da noite: foi o da Frances mcdormond, que pediu que as mulheres indicadas se levantassem e falou da importância de uma pauta de inclusão no meio do audiovisual.

 

Uma surpresa: Jordan Peele, que levou o premio de roteiro original. O Primeiro negro a ganhar nesta categoria.

Chi-chi-chi-le-le-le, Viva Chile!: O Filme Uma Mulher Fantástica, estrelado por Daniela Vega, que é transsexual, levou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Podem falar o que quiserem, mas a cerimônia de 2018 fez história.

Uma delicadeza: Faye Dunaway and Warren Beatty apresentarem o Oscar de melhor filme de novo. Pra quem não lembra, em 2017, eles protagonizaram uma cena que ofuscou o campeão. Eles anunciaram que La La Land tinha ganhado o Oscar, mas quem ganhou mesmo foi Moonlight. Muita gente criticou o casal, mas o erro foi da empresa que distribuía os envelopes. Foi o maior bafafá.

Sinopse de filme: depois da cerimônia, o Oscar de melhor atriz é roubado. Ela fica inconsolável. É! Isso aconteceu de verdade. Mas o cara já foi pêgo e o Oscar devolvido. Dá ou não dá um filme?

Filmes e Séries

Alerta, pitaqueiros: Domingo é dia de Oscar. Qual é seu palpite?

palpites_origEssa época de Oscar é uma delícia. Todo mundo querendo ir ao cinema, ver os filmes, discutir qual gostou mais, qual não gostou. O povo cinéfilo adora! Quem não é cinéfilo também curte porque o assunto dá muito espaço para disputa, polêmica e treta. O que eu já vi de post de facebook dizendo que o filme tal é horrível, enquanto o outro coleguinha está aplaudindo o mesmo filme de pé, é uma infinidade. As redes sociais deram voz a todos e todo mundo gosta de dar pitaco, né?
Eu e meus amigos sempre fazemos um bolão do Oscar.  Eu perco toda vez porque sempre voto nos filmes que eu queria que ganhassem e não nos favoritos mesmo. Bom, cada um tem sua estratégia. Eu tenho muito amigo que entra pra ganhar mesmo. Como a brincadeira é bem divertida, resolvemos fazer um bolão aberto aos que quiserem participar. Basta preencher o formulário e dar o seu pitaco.
É “de grátis” e o pitaqueiro vencedor vai ganhar um mimo do site. Além de participar, podem colocar o seu Ranking de preferências de candidatos a melhor filme. Conta aí. A gente tá louca pra saber.
Olha o Link Aí:  Bolão do Oscar NP
Filmes e Séries

Get Out: Pipoca, pero no mucho! Filmão, pero Pipoca!

Quando Get Out, filme traduzido para o português como Corra! passou no cinema pela primeira vez no ano de 2017, tive resistência de ver. Achei que era um filme de suspense/ terror estilo A Invocação do Mal (Conjuring) – filme que me fez ficar sem dormir direito por alguns dias. As indicações para os prêmios me chamaram atenção e me senti obrigada a assistir. E adorei!!!! É um filme muito bem feito. Jordan Peele escreveu e dirige, conduzindo a trama de forma que o espectador fique preso, tenso, durante dois terços de filme. Ele conseguiu impor um clima, através da atuação dos atores, das posições de câmera, trilha… e das outras escolhas como diretor, onde o espectador fica em suspenso mesmo.

O maior mérito do roteiro são os diálogos e seu discurso. É corajoso e fala sobre os preconceitos raciais, sempre trazendo a gente para dentro da pele de Chris (personagem de Daniel Kaluuya), sem nunca ser panfletário.  O forte componente de suspense e incômodo é quebrado pelo humor. A comicidade do filme vem através das falas do personagem Rod Williams, interpretado por Lil Rel Howary.  Ele é segurança do aeroporto – Transportation Security Administration – que é um cargo que, aparentemente, os americanos não levam a sério. O termo “Get Out” também pode ser usado como gíria, quando alguém conta alguma coisa que é meio inacreditável, o interlocutor fala: “get out”, significando mais ou menos ” ah, qual é? Não mete essa!”
Esse equilíbrio conseguido pelo roteiro/ direção é impressionante. Agora, vamos à parte da pipoca: Assisti o filme pela segunda vez com alguns amigos e disse a eles que este era um filme pipoca. Pois, é. Eles falaram para mim que eu estava errada até o último terço do filme. Depois concordaram, porque, sim! O final é uma grande pipoca. E aí o roteiro não é brilhante. Claro, quando a trama se revela, o espectador deixa de ser um espectador de filme de suspense de passa a ser aquele de filme de ação – que torce para o mocinho quebrar tudo, matar todo mundo… e se vingar das mazelas impostas a ele.
Eu acho que o filme não é maravilhoso só por causa deste final. Mas, indescutivelmente, vale a pena assistir e sem dúvida, você vai se envolver com ele. Isso, se ainda não viu, faz lá sua pipoquinha e Corra para ver.
OBS: Atenção contém Spoiler:
A blusinha que a namorada do Chris, Rose Armitage (interpretada por Allison Williams) está usando no dia do Leilão, me lembrou a figura do Freddy Krueger. Acho que pode ter sido uma referência. Afinal, temos a questão da hipnose, onde o Chris fica preso entre o consciente e inconsciente, algo que existia no filme A Hora do Pesadelo, em que Krueger era o vilão. Muita viagem minha?
Livros

Guerra e Paz! Não se intimide, é mais simples do que você pensa.

Leia o livro e veja a série necessariamente nessa ordem. 🙂
Enquanto a Roberta diz qual é a boa dos filmes indicados ao Oscar 2018, eu vou pra 1867. Ou, de acordo com o Wikipedia, vou para os anos entre 1865 e 1869, datas de publicação de Guerra e Paz, obra que acabei de ler e pela qual me apaixonei!
Mas pra não ficar somente no século XIX vou dar minhas impressões da série da BBC, lançada em 2015, baseada e homônima ao livro que me ajudou a superar um pouco a saudade que fiquei dos personagens do livro.
(Há também um filme de 1956, com a Audrey Hepburn como Natasha mas esse eu não vi.) Quem viu diga o que achou!
O Livro:
Muito já se falou de Guerra e Paz, considerado um dos maiores romances de todos os tempos. Alguns críticos julgam a obra uma epopeia. Outros, um romance histórico. O próprio Tolstói não considerava Guerra e Paz um romance. Acreditava que Ana Karenina era seu grande romance. Eu acho que nada disso importa e meu objetivo é falar da minha expeiência com a obra e não fazer uma resenha ou crítica.
Guerra e Paz foi pra mim um livro que eu não consegui largar, personagens envolventes, relações complexas e agora só consigo pensar no Príncipe Andrei, Conde Bolkoski, Kutuzov, Napoleão, Mária, Natasha, Sônia… E acho engraçado porque por muito tempo, e nem sei bem a razão, esse foi um livro que me intimidou, achava que a leitura seria difícil, trabalhosa… e não foi nada disso.
Então, não seja como eu, não se intimide, leia esse livro maravilhoso.
Abaixo vou listar alguns pontos que podem, ou espero que possam, ajudar outros futuros leitores:
– A escrita é incrível, simples e fácil. A complexidade da obra está nas relações entre as pessoas, com o poder e não na estrutura ou na linguagem;
– São muitos personagens dos 5 núcleos familiares que a obra trata. Se achar necessário faça anotações para não se perder. Mas, depois de um tempo fica mais fácil entender quem é quem porque cada núcleo tem suas peculiaridades;
– As descrições das batalhas e detalhes do dia a dia do exército podem ser partes menos dinâmicas. Tolstói aproveita sua experiência como soldado e nos conta em detalhes essa vida militar na Rússia do Tsar Alexandre. Eu gostei muito porque acho que, junto com as descrições dos bailes da alta sociedade, o autor nos mostra o modus vivendi da sociedade russa e tem no Pierre o porta voz de Tolstói e sua visão crítica dos nobres Russos.
– A tradução importa. Li na edição da Cosac com tradução do Rubens Figueiredo, essa da foto que é a mesma da edição da Companhia dos letras. A tradução é muito elogiada por ter sido feita diretamente do russo, por manter as vozes dos núcleos sociais mantendo a diferença na maneira de falar dos nobres, cossacos, mujiques e por traduzir todos os diálogos em francês, em notas de rodapé, que são muitos e importantes dentro da narrativa.
– Sobre a trama e personagens todos sabemos o que acontece com o exército de napoleão em 1812 e como ficou Moscou – porque são dados históricos – mas, o restante vamos conversar em particular porque uma coisa que adorei foi não saber nada sobre o que se passava com essas famílias e seus membros e cada final de capítulo me deixava querendo seguir para o próximo. Tive algumas surpresas que ajudaram a tornar a leitura bem empolgante! Tenho personagem predileto, crush, desafeto…
– E pra terminar, leiam porque vale a pena!
E agora sobre a série da BBC:

– Cuidado com as fotos de divulgação, apesar de lindas, para os mais atentos pode ser um grande spoiler. Se você não se importa com spoilers… não tem problema.
– O roteiro é bem fiel ao livro mas sofre com as limitações do formato. Toda a discussão de certa forma filosófica que Tolstói oferece no livro quase não aparece na série.
– Os principais acontecimentos que se referem aos personagem, suas famílias, relações sociais estão presentes na série e a guerra é um pano de fundo para esse acontecimentos. Tudo de importante está lá mas como fato consumado. No livro conseguimos entender melhor como cada situação se desenha até chegar ao seu ápice. Não sei se quem não leu vai entender tudo o que acontece.
– Gostei muito dos cenários e do figurino. A série é bem produzida e os atores são bons. Nenhuma atuação que se diga óoo mas o clima de cada personagem está lá.
Enfim, sei que estou sendo tendenciosa porque o que eu queria mesmo era que todo mundo lesse o livro para falarmos do Andrei e do Pierre. Então se você leu ou viu a série… vamos conversar! Durante muito tempo esse vai ser meu assunto predileto com certeza! :-)!
Livros

Guerra e Paz e os outros livros que lerei em 2018.

IMG_20180206_105750_520

É, eu sei, livros demais e tempo de menos e aquela ansiedade em ler tudo ao mesmo tempo.
De todos os livros da foto o único que já li foi Guerra e Paz. Estava seguindo um projeto de leitura conjunta mas não consegui largar o livro de tão bom! Recomendo a leitura e há também a série da BBC que é bem fiel ao livro mas, como na maioria das vezes, o livro explora em detalhes as batalhas, o momento histórico, os personagens e seus conflitos e mostra todas as dúvidas e o que pensava Tolstói não só sobre as guerras Napoleônicas mas sobre a violência, os conflitos e o poder em geral. Excelente livro!
Sobre a imensa TBR (to be read ou livros para ler) deixo uma breve explicação do porquê da escolha de cada um deles:
1- Enquanto agonizo, Faulkner
Enquanto Agonizo foi eleito um dos cem melhores romances em inglês e era bem difícil de ser encontrado até que foi reeditado em 2017 pela LPM.
Faulkner era citado como um dos autores prediletos do Gabriel Garcia Marques que é um dos meus autores prediletos e assim um dia resolvi ler O Som e a fúria do autor desavisadamente! Eita, que livro difícil. Eita, livro maravilhoso.
Agora parto para a leitura dessa outra obra do Faulkner.
2- A mulher de pés descalços, Scholastique Mukassonga
Escrito em homenagem a mãe da escritora , assassinada pelos hutus, durante a guerra civil de Ruanda. “Para todas as mulheres que se reconhecerão na coragem e na esperança obstinada de Stefania.”
Vi a indicação desse livro em um dos grupos de literatura que participo e até o momento estou gostandp bastante da escrita da autora.
3- A obscena Senhora D, Hilda Hilst
Acho que escrita da Hilda Hilst fascinante. Dessa vez não me envolvi tanto com o livro como em Lory lamb, por exemplo, mas Hilda sempre merece ser lida.
4- Gente Pobre, Dostoiévski para o projeto lendo Dostoiévski em ordem cronológica
Um dos projetos de leitura dos grupos de literatura do facebook. Adoro literatura russa, adoro o Dostoievski, adoro projetos de leitura compratilhado, logo, vamos ler a obra do Dostô em ordem cronológica. A hashtag do projeto é divertidíssima #dostôesselindo. Basta buscar essa hashtag nas redes sociais e participar do projeto.
5- A Odisseia, Homero
Um dos livros paradidáticos do meu filho esse ano é a Odisseia contada pela Ruth Rocha e achei que seria divertido lermos juntos, cada um com sua edição.
6- Limonov, Emmanuel Carrere
Livro que recebi da TAG Experiências literárias e que conta a história do controverso LIMONOV. Estou gostando mas alguns russos tem furado a fila do Limonov.
7- Billy Bud, Melville
Se passa na época das Guerras Napoleônicas e é contada pelo ponto de vista dos ingleses. Nunca li nada do Herman Meville e quem sabe depois de Billy Bud eu me anime a ler Moby Dick.
8 – O arquipélago Gulag, Soljenítsin
Livros esgotado há anos no Brasil. Resolvi então comprar a edição portuguesa para conhecer um pouco da triste história do gulags.
9- Os embaixadores, Henry James
Dizem que essa obra foi a busca de Henry James pelo “romance perfeito”. Primeira obra do autor que vou ler.
10- Guerra e Paz, Tolstói
E finalmente o lido Guerra e Paz que é obra fenomenal do Tolstói.
Sobre Guerra e Paz há uma infinidade de vídeos, resenhas, análises na internet que falam muito melhor da obra do eu poderia fazer. Só digo uma coisa, leiam Guerra e Paz. A escrita é fácil e fluida e a complexidade da obra não está na construção dos personagens, na estrutura ou na estética e sim na pergunta que o Tolstói não consegue responder… que força é essa que nos leva matar-nos uns aos outros?
Filmes e Séries

3 Palavras para um Filme: Preciso, Atual, Brilhante

“Vamos ver três assassinatos em série?” ou “Você já viu 3 criminosos em fuga?” ou “Vamos ver aquele filme… aquele… naquela cidade do Missouri” . “Oi?” À primeira vista, o título parece um pouquinho confuso:  Three Billboards Outside Ebbing, Missouri (em português: Três Anúncios para Um Crime). Não importa que as pessoas se embananem com o nome. Depois que você vê o filme, eu te garanto! Você não se confunde mais. 

O filme é certeiro. Ele já começa indo direto ao ponto. Tem diálogos brilhantes e é conduzido por um elenco afiado, encabeçado por Frances McDormand, que contracena com Sam Rockwell e Woody Harrelson, que também estão brilhantes.

“Três Anúncios” é atualíssimo e aborda temas universais. Começa a partir da seguinte situação: Uma mãe coloca três anúncios em uma estrada pouco movimentada na entrada de Ebbing, pressionando a polícia a trabalhar para encontrar o assassino de sua filha. A atitude causa as mais variadas reações. A ação segue sua rota, tem um ponto de virada inteligente e jamais pega a saída mais simples. É um roteiro muito bem trabalhado. Uma trama que prende desde o primeiro momento: sem nem mostrar o assassinato em si.  

Três Anúncios para um Crime é uma história sobre perda, preconceito, ódio, sobrevivência e amor.  Não é a toa que está concorrendo a tantos prêmios e já arrecadou alguns muitos. Para mim, o melhor filme disparado até agora e olha que já vi: Me Chame Pelo seu Nome, The Post, Corra!,  O Destino de Uma Nação, Dunkirk (falei sobre esses dois últimos no post anterior: Dunkirk e O Destino de Uma Nação ou O Destino de Uma Nação e Dunkirk?),  (OBS: Esta não é a ordem da minha lista de preferência). 

 

Vou continuar fazendo a minha maratona do Oscar e postando por aqui. Me contem também as suas preferências. 

Para quem quiser saber mais sobre os indicados, clique no link abaixo


COMENTÁRIO DA DANI:

Enquanto isso…
  Eu vi Jumanji 😂
Mas achei divertidíssima a adaptação! E eu, mãe coruja que sou, tenho como parâmetro o quanto o Bernardo e os amigos gostaram… E todos amaram. Filme bom e divertido pra família toda.
Filmes e Séries

Dunkirk e O Destino de Uma Nação ou O Destino de Uma Nação e Dunkirk?

churchill
Gary Oldman sendo espetacular em Darkest Hour

Uma das minhas resoluções de ano novo é ver mais filmes. E o início do ano é perfeito porque é época de premiações e geralmente traz uma safra de filmes bons. Hoje vou falar sobre dois deles: “Dunkirk” e “O Destino de Uma Nação” (Darkest Hour). Eu vou lincar os dois aqui não só porque falam sobre um tema em comum, mas porque eu acho que a experiência de assistir “Dunkirk” é muito melhor aproveitada quando você já assistiu o filme do Churchill. Sim, assista Darkest Hour antes de ver Dunkirk. Eu realmente acho que o “Dunkirk” é espetacular, um filme de guerra de primeira, mas sinto que falta um pedaço. E esta porção de história, de bastidores, quem me dá é o filme “Darkest Hour”. Os fãs de Christopher Nolan vão discordar em gênero, número e grau!

DUNKIRK
Soldados píer esperando para sair do inferno em Dunkirk

O que acontece é que ambos os filmes falam de eventos relacionados a um dos episódios da Segunda Guerra Mundial, sob pontos de vistas diferentes. A batalha em questão aconteceu em campo aberto, numa cidade litorânea da França chamada Dunkirk, onde tropas aliadas ficaram encurraladas pela força de guerra Nazista. Na Inglaterra, os políticos tiveram que debater ideias, enfrentar uns aos outros e tomar decisões. Enquanto no front, soldados Ingleses e franceses enfrentavam constantes ataques enquanto tentavam escapar a todo custo.

O roteiro do “Destino de Uma Nação” é fascinante. Narra a trajetória do protagonista, Winston Churchill – vivido magistralmente por Gary Oldman – em sua nomeação como Primeiro-Ministro e suas decisões em um período de guerra. As tensões e dramas cotidianos se aprofundam através de personagens como sua secretária, seus oponentes políticos, sua mulher e o próprio rei. Não é um roteiro perfeito, uma hora ou outra exagera e quase cai no piegas. A plateia? Não se importa. Vai ao delírio porque a trama é muito bem conduzida.

Já “Dunkirk” começa com uma cena dos soldados andando no meio da cidade deserta. Logo, eles precisam correr dos ataques dos alemães. Os tiros começam e a batalha não pára mais. O filme conduz você para o front. Não te explica de onde veio, quem são aqueles personagens. Não há tempo. Logo, você fica contagiado pela trama e tudo o que você quer, assim como aqueles soldados, é sair de Dunkirk. O roteiro usa de um artifício que ainda não conclui se é genial ou preguiçoso: ele indica uma única vez onde se passam as cenas e em quanto tempo a ação acontece em determinado lugar. “Praia – 1 semana. Ar: 1 hora. Mar: 1 dia”. Eles informam e misturam as cenas. O espectador é que vai juntando as peças. Um recurso que chama atenção.

Os dois filmes são ótimos. Vale a pensa ver. Mas, eu se fosse você, veria primeiro como as decisões foram tomadas nos bastidores, na companhia de Winston, seus inimigos e aliados políticos e depois, só depois iria à guerra com Christopher Nolan.
Vou adorar saber o que vocês acharam sobre os dois filmes.
OBS: Antes que você, fã de GOT, desvie sua atenção por dois minutos do filme “Darkest Hour”, já te digo logo: Sim! O Lord Hallifax é o Stannis Baratheon.
Livros

Li muita coisa bacana em 2017! Mas mais um ano terminando e eu ainda não li Ulysses!

 

Desde os 16 anos mais ou menos que planejo ler a obra mais famosa do James Joyce e sempre adio por um motivo ou outro. E lá se vão 30 anos… Mas em 2018 eu leio!
Vou aproveitar e mostrar a lista do que li esse ano, os livros não terminados, alguns canais no YouTube que são incríveis pra quem gosta de literatura e em outro texto mostro o que planejo ler em 2018 porque senão esse post vai ficar gigante. (Isso foi um recado pra Roberta… rá!)
Na lista de leituras, sempre que tiver um asterisco ao lado do título é porque no final do texto faço alguma observação sobre a obra e quem quiser mais alguma informação é só deixar um comentário que eu respondo.
São 54 livros lidos e 2 em andamento.
Não inclui contos e poesia a não ser dos que li todo o livro esse ano.
Não coloquei na lista, porque é um conto (dã) mas reli O ovo e a galinha da Clarice e me divirto tentando entender esse texto… Tenho os contos completos no Kindle! Você já leu O ovo e a galinha? Entendeu? Então me explica?!
img_20171223_123159082354768017.jpg
Mas vamos à lista:
Leituras em andamento:
– Oblomov na edição da Penguin. Como não consegui comprar a edição da Cosac desencavei uma edição em inglês que venho lendo num ritmo quase Oblomoviano… Já estou na terceira parte e gostando muito… será que termino esse ano?
– O vendido, que é um livro excelente mas num ritmo narrativo que me cansa um pouco. Estou lendo em saltos mas acho termino ainda esse ano.
Os Lidos em 2017:
1- Lueji, Pepetela
2- A amiga genial, Elena Ferrante
3- O morro dos ventos uivantes, Emily Bronte
4- Viva o povo brasileiro, João Ubaldo Ribeiro
5- O fim do homem soviético, Svetlana
6- Cinco Esquinas, Vargas Llosa
7- Dias de abandono, Elena Ferrante
8- O mistério dos 7 relógios, Agatha Christie*
9- Grande Sertão Veredas, Guimarães Rosa
10- Anarquistas graças a Deus, Zélia Gattai
11- A corista e outras histórias, Tolstoi*
12- O caderno rosa de Lori Lamby, Hilda Hilst
13- Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, Marçal Aquino
14- Dona Flor e seus dois maridos, Jorge Amado
15- O mistério na estrada de Sintra, Eça de Queiroz
16- O suicídio, Maiakóvski
17- O médico e o monstro, Stevenson*
18- A casa misteriosa, Charles Dickens
19- A máquina de fazer espanhóis, Valter Hugo mãe
20- Americanah, Chimamanda
21- Kafka a beira mar, Haruki Murakami
22- Quarto de despejo, Maria Carolina de Jesus
23- Um copo de cólera, Radauan Nassar
24- Os irmãos sisters, Patrick Dewitt
25- A hipótese humana, Alberto Mussa
26- Olhos d’água, Conceição Evaristo
27- Primeiro Amor, Turgeniev
28- The last Kingdom, Bernard Cromwell
29- The Bat, Jô Nesbo
30- Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez
31- Vida e Destino, Vassili Grossman*
32- Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, Mia Couto
33- História do outro sobrenome, Elena Ferrante
34- O Bem amado, Dias Gomes
35- Breve história dos tratores em ucraniano, Maria Lewycka
36- Amar verbo intransitivo, Mário de Andrade
37- Na minha pele, Lázaro Ramos
38- No seu pescoço, Chimamanda
39- 1808, Laurentino Gomes
40- O Leopardo, Lampedusa
41- Khadji-Murat, Tolstói
42- Precisamos falar sobre Kevin, Lionel Shriver
43- A revolução dos bichos, George Orwell
44- Azul Corvo, Adriana Lisboa
45- Vencendo a mente, Dyene Galantini
46- Here i am, Jonathan Safran Foer*
47- Fazendo as pazes com o corpo, Daiane Harbin
48- Um amor incômodo, Elena Ferrante
49- Memórias de um sargento de milícias, Manuel Antônio de Almeida
50- Mudança, Mó Yan
51- Foe, J. M. Coetzee
52- Como curar um fanático, Amos Oz
53- História de quem vai é de quem fica, Elena Ferrante
54- Quando fui outro, Fernando Pessoa
Observações:
*Pra quem gosta de Agatha Christie a Duda do canal Book Addict já fez resenha de quase toda obra da autora
Deixo aqui a resenha que ela fez para o mistério dos sete relógios pra quem quiser assistir: https://www.youtube.com/watch?v=Za3l8XRnwkQ
*A corista e outras histórias é um livro de contos do Tolstói com contos bem rápidos. Li por indicação da Isa do Lido Lendo que é um canal incrível. Link do canal da Isa: https://www.youtube.com/user/lidolendo
*O médico e o monstro foi uma releitura. Não resisti ao assistir a resenha da Mel Ferraz. Vou deixar o link da resenha: https://www.youtube.com/watch?v=yPrJjcEzaUE&t=237s
*Vida e Destino foi uma leitura maravilhosa! Livro obrigatório do Desafio Livrada 2017. Vou deixar o link do canal do Yuri, o Livrada, que é quem faz o desafio, onde ele fala do desafio de 2017: https://www.youtube.com/watch?v=Uih_xz_8eyE
*Quando fui ao EUA em Junho esse livro estava em cada esquina e eu já tinha visto uma resenha do Wolney Fernandes e então não resisti e comprei! Eu acho que o Wolney só faz as resenhas no stories. Vou deixar aqui o link pro perfil no instagram: https://www.instagram.com/wolneyfernandes/?hl=pt-br
E foi isso em 2017! Vou separar algumas obras para 2018 e em breve faço o post mostrando. O que já adianto é que além de Ulysses (será que leio mesmo em 2018?) vou participar de uma leitura conjunta promovida pelo Christian Assunção de Guerra e Paz. Vou deixar o link aqui também: https://www.youtube.com/watch?v=VUOthKKdONE&t=581s
E por fim, vou deixar o link do canal da Tati Feltrin porque quem gosta de literatura TEM que conhecer o canal da Tatiana Feltrin: https://www.youtube.com/user/tatianagfeltrin
E é isso! Adeus 2017, see you 2018! Que o ano novo seja repleto de boas leituras!

 Comentários da Roberta diretamente da França porque ela é chique demais! 
Sabe aquele flax flu indiscutível? 3×0 pro Flu e sem nenhum gol impedido ou de mão? Não tem o que dizer, né? Tipo eu em relação ao post de leitura da Dani.
Ela leu tanto, mas tanto… Que leu por mim e por muita gente aí que não consegue engrenar a leitura durante um ano inteiro.
Não! Não estamos disputando um Fla x Flu literário. Claro que não. Mas 54 livros depois × os poucos que eu li, cheguei à minha primeira resolução de fim de ano: ler mais… anos 54 livros da Dani são um ótimo incentivo pra mim!
Dos livros que li em 2017 destaco O Manual da Faxineira de Lúcia Berlin- já fiz um post sobre ele  no blog e o livro do Stephen King, que li em inglês, On Writing. Para quem escreve ou trabalha com criatividade , Stephen King é inspirador e traz lições valiosas. Que venha 2018! Já comecei a maratona antecipadamente com americanah da maravilhosa chimamanda e o diário de Anne Frank- que nunca li! Estou prestes a concertar essa falha de caráter.
Futebol

Com emoção! – O Dia em que São Judas perdeu a cabeça.

 

Um domingo, um bar, três tevês ligadas. Uma em cada jogo. O vasco estava ganhando, o Botafogo lutando e o Flamengo, perdendo e jogando mal. Os vascaínos da mesa ao lado riam, gargalhavam. Deram a volta por cima. Enquanto isso, na nossa mesa, a mini estátua amuleto do São Judas Tadeu aguentava firme em uma das pontas. Com o gol de Rafael Vaz empatamos. Irônico, não? Nessa hora, o garçom trouxe mais uma rodada de chope. Quando ele encostou a bandeja na mesa, São Judas Tadeu – aquele amuleto santo que tanto nos ajudou no meio da semana – caiu no chão e…. PERDEU A CABEÇA!!!! Mau preságio? Com o Flamengo se arrastando em campo e São Judas Tadeu sem cabeça, nos desesperamos. Todos os flamenguistas, amigos ou não, conhecidos ou não, começaram a procurar a cabeça perdida. Depois de momentos de desespero, um amigo achou! De baixo do pneu de um carro estacionado na rua. Emendamos a cabeça do santo. (Abaixo tem vídeos que não me deixam mentir). Enquanto uns rezavam, outros bebiam, um outro amigo estava focado na matemática do sobe-desce da tabela: gol de quem… quem vai pra Liberta… quem desce.

Faltando pouco tempo para o jogo acabar, recebemos mensagem do amigo vascaíno que estava em São Januário: “Sabe aquela aposta? Que o vasco ia ficar à frente do Flamengo no Brasileirão? Pois, é. Dobro a aposta. Se o Flamengo conseguir ficar à frente, ao invés de uma grade de cerveja, pago duas”. Aposta dobrada. O tempo correndo e nada. Precisávamos de um milagre. Enquanto isso, São Judas ali firme, de cabeça emendada.
Aos 48 do segundo tempo, uma falta para o Flamengo e o zagueiro Uilian Correia do Vitória confundiu as modalidade e faz um block com a mão. Pênalti. Um Diego, que estava cansado, se apresentou para bater. Juntos, todos os flamenguistas do mundo. Contra, todos os torcedores do vitória. Sim, o gol veio. Festa! Nós e os vascaínos, amigos e desconhecidos, literalmente trocamos as máscaras de expressão, sorrisos e caretas. Vitória  rebaixado. Milagre? Há quem acredite que milagre mesmo foi o que aconteceu assim que o jogo acabou: gol da Chape. E pronto! O Vitória não estava mais rebaixado. Festa totalmente rubro-negra no Barradão. Quem foi que disse que Campeonatos de pontos corridos não tem emoção? KKK! Eu digo muito isso. E vou continuar a dizer. Mas, no último domingo, Pontos corridos teve gosto de Mata-mata. Um gostinho de final que os Corinthianos não sentiram. Que venha a Sulamericana com o peso que ela merece. Afinal, estamos na Liberta.